Alimentos Crus ou Cozinhados?
A temática sobre se são os alimentos crus ou os cozinhados que preservam maior qualidade e quantidade de nutrientes é muito antiga. No entanto, e de uma forma geral, qualquer alimento cru tem maiores probabilidades de ser mais benéfico por manter os seus micro e macro nutrientes na sua forma menos alterada.
Ingerir alimentos crus, que tradicionalmente se consomem cozinhados pode ser uma boa forma de redescobrir um menu totalmente novo. Exemplos vivos disso são so alimentos que têm um sabor óptimo quando crus, como sejam o espinafre, brócolis (brócolos), pimentos, cenoura, etc…
Não podemos ignorar o facto de que os humanos já se habituaram a uma dieta composta por alimentos cozinhados. O nosso sistema digestivo já se habituou, pensa-se que à cerca de meio milhão de anos, à ingestão de alimentos cozinhados, e isso pode ser um dos fatores porque não consideramos mais vezes as opções de uma dieta mais saudável composta por alimentos crus.
A melhor maneira será experimente alimentos na sua forma crua e avaliar o seu gosto, ou considerar possibilidades de juntar a outros alimentos.
O gengibre por exemplo, pode não ser o alimento mais atractivo ao gosto quando ingerido cru e sem acompanhamento, mas torna-se num óptimo ingrediente se consumido cru a acompanhar uma salada. Isto origina uma agradável interacção de sabores, e permite usar o gengibre, que é um alimento com alta qualidade nutricional.
Cabe-lhe a si dar largas à sua imaginação na cozinha.
Vantagens e Desvantagens dos Alimentos Crus e Cozinhados
Por exemplo, o espinafre, cozinhado ou cru, é uma boa fonte de ácido fólico devido ao Polyglutamyl folato (vitamina B9 ou ácido fólico) que é um componente vital das células. No entanto, estudos apontam para o facto de que ao cozinhar o espinafre, este perca cerca de metade dos níveis normais de folato.
Os alimentos cozinhados têm por sua vez a vantagen de facilitar a mastigação, digestão (em alguns casos), assim como melhorar o paladar e a atractividade visual dos alimentos, embora estes factores possam ser discutíveis.
Os alimentos cozinhados também permitiram que certos alimentos que seriam evitados na sua forma crua, fossem incluídos na cadeia alimentar, aumentando a diversidade e aumento de fontes possíveis de nutrientes.
Quanto à questão da utilização de alimentação composta exclusivamente de alimentos crus, ou exclusivamente cozinhados, a comunidade cientifica divide-se.
O consenso de vários estudos apontam para que ambos os lados podem potencialmente sofrer de carências especificas de certos nutrientes, originados pela diminuição da diversidade alimentar.
Existem vantagens para ambos os lados (alimentos crus ou cozinhados) por isso a regra do equilíbrio será a melhor, para aproveitar o melhor de dois mundos, e experimentar novos sabores e maneiras de combinar os alimentos de formas saborosas e com alto valor nutricional.
A nível espiritual, está documentado que a ingestão de alimentos crus pode ser benéfica por favorecer a capacidade de concentração e também no aumento de equilíbrio entre a corpo e a mente. Parte deste facto deve-se à pureza dos nutrientes digeridos, e à pouca ou nenhuma, ingestão de gorduras animais. Estes e outros factores, têm a capacidade de poderem alterar o desenvolvimento do cérebro.
A nível de dieta, e para quem pretenda perder peso, de uma forma natural e saudável, nada melhor que uma alimentação na sua forma crua. Se sofre de obesidade, uma alimentação vegetariana pode ser uma óptima forma de tratamento e que reserva inúmeras vantagens nutricionais e outras.
A comunidade cientifica está, no entanto, de acordo em relação á associação da alimentação vegetariana, ou de dietas compostas maioritariamente por alimentos crus com a qualidade da saúde. Vários estudos chegaram a conclusão que casos de cancro, problemas caridiacos, alergias, obesidade, entre outros, são grandemente reduzidos com a utilização de dietas vegetarianas ou compostas maioritariamente por alimentos crus.
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